Dinâmica

Quando conhecemos a harmonia da obra, mesmo que os símbolos sonoros não estejam marcados, deduzimos que dinâmica fazer.

Plano Sonoro

É a indicação da sonoridade base

Sinais de Dinâmica

Sinais independentes do Plano Sonoro, ou seja, qualquer que seja o Plano Sonoro, devemos aumentar ou diminuir a sonoridade.
A Ligadura de Frase, além de indicar uma execução unida - sem espaço (pausa) entre cada som -
indica também que o início e o fim da frase sejam leves - logicamente dependendo de analise harmônica e fraseológica
para determinar como usar as ligaduras de frase.

As mãos necessitam de treinamento sonoro

Estudar uma obra sem observar a dinâmica pedida pode acarretar em vícios sonoros que o corpo irá automatizar.

A dica é estudar uma frase, repeti-la até sentir que a mecânica começa a obedecer. Sentindo isso, coloque imediatamente o pensamento na sonoridade enquanto a mecânica está "quente".

É pela construção sonora que se consegue começar a "curtir" o estudo, se sensibilizar com a obra.

exercício de sonoridade

O modelo acima é o básico para o controle sonoro dos dedos.
Realize-os bem lentamente várias vezes percebendo se você coloca peso diferente em cada dedo.
Você encontrará muito, mas muito mesmo, ligaduras que unem dois sons diferentes.
No exemplo acima a primeira nota é sonora e a segunda é mais suave e assim como o inverso deverá ser praticado.
É o controle de dois sons apenas:


um + e o outro - ou um - e o outro +


E MUITO CUIDADO
pois o segundo som (Ré) não deve ser ligado ao terceiro (Mi)

+ e -

análise

Georges Bull, compositor romântico, escreveu vários estudos melódicos de agradável sonoridade e de fácil execução.

O primeiro exercício, "A Passos Curtos" é simples e bem oportuno para análise harmônica e sonora.

Os acordes de V7, chamados de DOMINANTES, são importantes principalmente pelo motivo de serem usados para preparar o acorde principal da música
( grau I – TÔNICA)

A ligadura da mão esquerda de um acorde para outro – unindo dois sons – além de ser uma execução ligada, a ligadura também indica que o segundo acorde deverá ser mais leve que o primeiro. No último compasso, tem uma ligadura de dois sons novamente. A inflexão deverá ser o 1º mais forte e o 2º mais leve.

A ligadura do 3º compasso, une 4 sons. O fator do compositor ter escrito uma apojatura curta (ornamento cuja forma de execução varia enormemente, dependendo da época considerada), nos dá a vontade de dar um leve acento e diminuir até a nota Mi, ou seja, a ligadura também indica que sonoridade fazer com 4 sons (veja o assunto em Ligaduras).

SONORIDADE…

ou para preparar um acorde de outro campo harmônico.

A parte A poderá ser sonora – ou f – para haver contraste quando iniciar a parte B que pode ser – p

.

SONORIDADE…
A parte B passa para um tom menor (Lám) e pelo fator de ser menor, não tem a mesma força do tom original (DóM), podemos então entrar mais suavemente, ou seja – p -.

Aqui também presentes a ligadura de 2 sons.

SONORIDADE…
A progressão está composta sobre um acorde de Dominante porém resolvendo num acorde maior (SolM), podemos então entrar um pouco mais sonoro (- mf -).

A primeira cadência (conjunto de acordes que levam a uma ideia musical) – p – e a segunda – mf -.

SONORIDADE…
No 3ª compasso a proposta da ligadura de 4 sons é diferente assim como a ligadura de 2 sons da mão esquerda, são o inverso do início da obra, ou seja, a Dominante (V7) é mais leve que a Tônica (I) e o ornamento leve para crescer e assim anunciar o término da parte B e recomeçar o tema inicial.

Fica interessante se os 3 acordes de Dominante da mão esquerda forem crescendo até chegar – f – na Tônica.

Frase 4

 

SONORIDADE…

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