Cartas e Cantos do Meu Moinho 
Uma cantora, um pianista e uma contadora de histórias . . .
Canções de Poulenc, Debussy e Fauré, alinhavadas pelos contos de
Alphonse Daudet extraídos de seu mais famoso livro “Cartas do Meu Moinho”.
As obras escolhidas situam-se entre meados dos séculos XIX e XX.
Período de importantes transformações em todas as artes.
Sinopse
Memórias de um poeta . . .
Ana Luísa narra os episódios vividos pelo escritor no Moinho como uma colcha de retalhos entre as canções, que farão parte dos fragmentos dessa memória.
As canções de Fauré com tema amoroso se entrelaçam com o conto “As Estrelas”, onde um pastor e sua jovem patroa vivem um encontro na montanha coroado pelas estrelas no céu. “Nuit d’Étoiles”, canção de Debussy, arremata este episódio.
Canções brincalhonas como “Fantoches” e “Pantomime” mostram as personagens da Commedia dell’Arte: Pierrot, Arlequim, Scaramouche e Pulcinella que com suas máscaras e bufonarias se tornaram eternos em nossos sonhos.
Já as canções de Poulenc, curtinhas e brejeiras assim como o conto “A Cabra de Mr. Seguin” que narra as aventuras de uma cabrinha que conversa com seu dono e deseja ardentemente a liberdade, tratam do universo infanto-juvenil e suas fantasias ilimitadas.

O Trio
A atriz Ana Luísa e o pianista Ulisses trabalham juntos desde 1991, desenvolvendo ao longo desta década um projeto chamado “Recitais Cênicos” com obras para canto e piano. Rosemeire participou de um desses recitais em 1993, “Serate Musicali”, com canções de G. Rossini e a partir daí mantiveram contato permanente trabalhando juntos em vários projetos, inclusive com o grupo de teatro Cenas In Canto, dirigido pela atriz.
Atualmente Ana Luísa aperfeiçoa-se na arte de contar histórias, Ulisses dá continuidade ao trabalho camerístico e Rosemeire dedica-se à música do período barroco e na divulgação da música brasileira, apresentando-se em vários países.
Juntando as experiências desse período com a saudade de trabalhar juntos novamente, criaram este recital em prosa e canto em homenagem ao ano França Brasil.
O Autor
Alphonse Daudet nasceu em Nimes, em 1840, e morreu em Paris, em 1897. Depois de uma juventude bastante vagabunda teve, para sobreviver, de trabalhar n
o Colégio de Alais.
Auxiliado por um irmão, vai para Paris tentar a sorte nas letras. Torna-se conhecido com a coletânea de versos “As Amorosas” (1858). Atinge a celebridade com “Cartas do Meu Moinho” em que o seu bom humor, a fantasia, a ternura, a acuidade de observação e a poesia envolvem numa aura de beleza as imagens tristes ou miseráveis e apelam para um otimismo sorridente, uma fé obstinada pela vida. Foi talvez a influência do seu torrão natal, o midi, que o ajudou a enfrentar Paris e a doença, que fez dos seus últimos anos um lento suplício.
A melhor das suas peças de teatro é a “Arlesiana” (1872), que Bizet musicou, tornando-a conhecida nas casas de óperas de todo o mundo.
Fez parte da academia Goncourt desde a sua fundação.
Além de “Cartas do Meu Moinho”, quiçá a mais célebre das suas obras, destacam-se também “Tartarin de Tarascon”, “Tartarin nos Alpes” e “Port-Tarascon”.
Os Compositores
Em termos musicais talvez seja a mélodie française que melhor represente a França deste período.
G. Fauré é um dos mais conhecidos compositores e dele escolhemos três canções que mostram a flexibilidade de sua escrita musical sempre respeitosa aos ritmos e inflexões de sua língua, numa associação ideal entre poesia e música.
Assim como Fauré, C. Debussy absorveu em sua música, muito da atmosfera dos poetas simbolistas de sua época: Verlaine, Mallarmé, entre outros, com seus poemas de pura abstração ou realidade sugestiva, ora utilizando metáforas, ora símbolos para descrever o que é real e o que é irreal.
Já Francis Poulenc, com a influência de Igor Stravinsky em seu estilo neoclássico, inovador em harmonias e ritmos como alguns de seus contemporâneos; desenvolveu uma grande versatilidade na expressão de sua música, compondo desde melodias que utilizam textos bem humorados, até a mais séria música religiosa.

O Programa
Trecho do conto « Instalação »
G. Fauré ( 1845 – 1924)
» Au bord de l’eau
» Clair de Lune
Conto « As Estrelas »
C. Debussy ( 1862 – 1918)
» Nuit d’ Étoiles
» Pantomime
G. Fauré (1845 – 1924)
» Mandoline
C. Debussy (1862 – 1918)
» Fantoches
Trecho do conto « Baladas em Prosa »
Francis Poulenc ( 1899 – 1963)
» La courte paille
1- Le sommeil
2- Quelle Aventure !
3- La reine de coeur
4- Ba, Be, Bi, Bo, Bu
5- Les Anges musiciens
6- Le Carafon
7- Lune d’ Avril
Conto « A Cabra de Mr. Séguin »
Francis Poulenc (1899 – 1963)
» Fêtes Galantes
A Ficha Técnica
Soprano
Rosemeire Moreira
Pianista
Ulisses de Castro
Roteiro e narração e figurinos
Ana Luísa Lacombe
Iluminação
Aline Barros
Os Intérpretes
Ana Luísa Lacombe »»» expandir
Atriz, contadora de histórias, figurinista e artista plástica. Carioca, radicada em São Paulo, atua desde 1980 como atriz e, com o passar dos anos, foi ampliando sua área de atuação. Foi diretora artística do Grupo Cenas In Canto onde atuou como produtora, figurinista e atriz nos espetáculos do grupo. Há seis anos vem se interessando e pesquisando o trabalho de narração de histórias associando-o à sua pesquisa com a confecção de adereços e figurinos feitos com lixo reaproveitável.
Em 2002 registrou no livro “Acender um Fogo – O Jogo e o Teatro na Escola”, escrito juntamente com Anna Maria Lacombe, a experiência da utilização deste material nas atividades escolares e como recurso na exploração das histórias. Em 2003, montou o espetáculo “Faz e Conta – Fábulas de Esopo” com o qual ganhou o Prêmio APCA de Melhor atriz 2003 e teve três indicações para o Prêmio Coca-cola. Em 2006 estreou “Lendas da Natureza” no Teatro Brasileiro de Comédia e fazendo uma temporada no Teatro Alfa em 2007. Com o espetáculo conquistou: o Prêmio APCA de Melhor Atriz, Prêmio Coca-cola Femsa de Melhor Atriz e no 10º Festival Nacional de Teatro de Americana os prêmios: Melhor Espetáculo, Melhor atriz e Melhor direção. Atualmente está em cartaz com seu novo espetáculo “O Conto do Reino Distante” ganhador do Edital de Montagem inédita de teatro do Programa de Ação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura, do Prêmio APCA de Melhor Atriz 2008 e indicada como finalista no Prêmio Femsa Coca-cola como Melhor texto e Melhor Atriz.
Atuou como contadora de histórias no INCOR e no GRAAC através da Associação Arte Despertar, onde também foi responsável pela redação do capítulo sobre contação de histórias do Manual de capacitação editado por esta instituição. É curadora há três anos do projeto “Sipurim – Hora da História” e do Café literário do Centro da Cultura Judaica. Já se apresentou como contadora de histórias em várias cidades do Brasil em teatros, SESC’s, CEU’s da Prefeitura de São Paulo, na Bienal do livro no Rio de Janeiro (2003) e de São Paulo (2004), no Jardim Botânico (RJ), no Parque Villa Lobos (SP), Centro Cultural São Paulo, Bibliotecas, no Simpósio Internacional de Contadores de Histórias no SESC Copacabana.
É uma das fundadoras do Centro de Referência do Teatro para a Infância em São Paulo que promove encontros e eventos para refletir sobre esta arte.
Saiba mais no site da atriz “Faz e Conta“.
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Rosemeire Moreira »»» expandir
Soprano, graduou-se em Canto pelo Instituto de Artes (UNESP). Em 1999 concluiu o curso de pós- graduação pela Royal Academy of Music (Londres), com especialização em música de câmara, tendo como professores Ian Partridge (canto) e Jonathan Papp (co- repetição).
Nos últimos anos atuou como solista em diversas obras como o Oratório Israel no Egito de G.F. Haendel; ciclo de Cantatas Membra Jesu Nostri de D. Buxtehude; Magnificat e Missa em Si menor de J.S. Bach; Réquiem do Pe. José Maurício Nunes Garcia; Stabat Mater de G.B. Pergolesi com apresentações no Brasil e no exterior. Em 1999 venceu o V Concurso de Interpretação da Canção de Câmara Brasileira. Suas últimas atuações foram na ópera L’ Orfeo de C. Monteverdi destacando- se no papel de “Ninfa”; e nas obras Dixit Dominus de G.F. Haendel; Cantatas BWV 39 e 131 de J.S. Bach e no Oratório Jephte de Giacomo Carissimi.
Gravou recentemente seu segundo Cd “Lundu de Marruá” com Modinhas e Lundus do séc. XVIII e XIX junto ao grupo Lira d’Orfeo a convite do selo Paulus, sob direção musical de Edilson de Lima, com lançamento em 2008. Suas mais recentes atuações foram no papel de Belinda na ópera Dido e Enéas sob direção cênica de Antônio Araújo e direção musical de Tiago Pinheiro.
Em continuidade ao seu trabalho de divulgação da música luso-brasileira dos sécs. XVIII e XIX, apresentou-se na Embaixada Brasileira em Buenos Aires executando árias de ópera e música sacra deste período sob direção de Ricardo Bernardes e em 2008 e 2009 apresentou- se na Real Fabrica de Tapices em Madrid, na Salle Gaveau em Paris e na Academia de Ciências em Lisboa junto ao grupo Vox Brasiliensis executando Modinhas e Lundus sob direção musical de Ricardo Kanji. |
Ulisses de Castro »»» expandir
Pianista, é formado pelo Conservatório U.C.M. Sta. Cecília de Sto. André, na classe de Marisa Lacorte e Fundação das Artes de São Caetano do Sul (FASCS). Continuou seus estudos na Escola Magda Tagliaferro com Nair Tabet e com os professores Pietro Maranca, Beatriz Balzi e Amaral Vieira, sendo premiado em vários concursos de piano e tendo participado de festivais e masterclasses.
Em 1979, inicia seus estudos em Música de Câmara com Marília Pini, participando de grupos com várias formações.
Inicia em 1990, junto à atriz e figurinista Ana Luísa Lacombe o “Projeto Recitais Cênicos”, tendo realizado uma série de recitais.
Participou da estréia mundial da Ópera “A Redenção Pelo Sonho” de Tim Rescala com direção de Álvaro Apocalipse. Em 2001 foi o pianista do Projeto “Ouvindo Ópera”, do SESC de Araraquara com uma série de cinco recitais cênicos. Em 2005 foi um dos solistas da Camerata de Cordas da Fundação das Artes de SCS, dirigida por Geraldo Olivieri, do projeto USIMINAS: “Recitais de Piazzola” realizado em Ipatinga, Minas Gerais. Em 2005 participou da pesquisa, editoração e direção musical do recital “Canções” do Projeto “Maestro Tescari” do SESC Araraquara e em dezembro de 2006 realizou a gravação de um CD com as músicas apresentadas no recital. Em dezembro de 2007, realizou o recital de lançamento do CD “Maestro Tescari – Compondo o Futuro” no Teatro SESC Araraquara.
Faz parte do grupo de professores da área – “Instrumento Piano” e “Música de Câmara” – da Fundação das Artes de São Caetano do Sul.
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Veja também o “Projeto Recitais Cênicos“
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